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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Mantido reajuste menor para seguro-desemprego

O Governo Federal conseguiu aprovar a correção menor para o seguro-desemprego.O reajuste terá como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (INPC),que mede a inflação para as famílias de baixa renda,que é de 6,2%.A proposta dos trabalhadores era que a correção tivesse como base o salário mínimo,o que representaria 9%. 
A decisão foi tomada ontem(15) pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar),Sergio Leite,que também é primeiro secretário-geral da Força Sindical,o placar foi de 9 a 7 para o Governo.
O Conselho é formado por 18 membros,que representam empresários,Governo e trabalhadores.Os representantes do Governo votaram,com unanimidade,pela correção com base no INPC.Os trabalhadores também foram unanimes,mas pelo salário mínimo.Os empresários foram decisivos,com três dos quatro presentes votando com o Governo.“A pressão do Governo sobre os empresários foi fundamental para o resultado.Fomos derrotados e o governo vai economizar cerca de R$ 700 milhões”,disse Leite. 
Mantega vitorioso 
Com o resultado,sai vitorioso o ministro da Fazenda,Guido Mantega.No final do mês passado,ele afirmara que a posição do Governo para a reunião do Codefat seria contrária à elevação do seguro-desemprego.Mantega afirmou que a mudança na fórmula de cálculo do reajuste foi definida no início deste ano e permaneceria assim.Ele temia o aumento de gastos em um momento de contenção de despesas.A abertura da posição de Mantega foi feita dias após o Ministério do Trabalho informar que o Conselho deveria aprovar um reajuste do seguro-desemprego até o final do ano.  
Justiça
A Força Sindical avaliará com seu departamento jurídico a possibilidade de entrar contra o Governo no Supremo Tribunal Federal (STF).“Não nos demos por vencidos”,disse Leite.Os trabalhadores voltarão a colocar o tema em pauta em setembro,segundo o sindicalista.Ele admitiu que dificilmente haverá mudança no resultado, mas quer manter o assunto em dia para não deixar “esfriar”.A intenção é evitar que o Governo use novo ad referendum para decidir sobre o critério de reajuste do benefício.

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