A Delegacia de
Defesa da Mulher (DDM) prende,todos os dias,pelo menos,dois autores de
agressões contra mulheres,cerca de 60 durante o mês.Somente neste
ano,foram cerca de 700 agressores.Após a regulamentação
da Lei Maria da Penha,em 2006,até agora,mais de cinco mil prisões.
De acordo com a titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM),de
Fortaleza,delegada Rena Gomes,após a vigência da Lei Maria da Penha,a
delegacia alcançou um aumento de 40% de denúncias e,após sete anos,o
número se mantem.
"Para nós,é uma vitória,pois a violência contra
mulher é mais difícil de ser denunciada. Observamos que,agora,a mulher
está denunciando antes de sofre lesão corporal, ameaça e violência
psicológica",ressalta a titular.
Vontade
A delegada explica que existe uma diferença nos procedimentos,no caso do crime de lesão corporal não depende da denúncia da mulher a instauração de inquérito,diferente dos delitos de ameaça,difamação e injúria,em que há necessidade da denúncia.Rena ressalta que um grande problema da violência doméstica é que a mulher normalmente denuncia,mas não dá segmento ao procedimento policial por uma série de razões,que vão desde a questão da submissão financeira até a afetividade com o agressor."Denunciar o marido não é a mesma coisa que denunciar uma pessoa que furtou seu celular",exemplifica a delegada Rena Gomes.
Ela lembra que,na maioria dos casos,a mulher tem uma família
desestruturada em razão da violência.Mas,em muitos episódios,mesmo
após a agressão e a denúncia à Polícia,o casal entra novamente numa
fase de ´lua de Mel´ com o agressor afirmando que vai mudar de
comportamento e que a violência não vai mais acontecer,fazendo com que a
mulher retire a denúncia.
"Na verdade,o que acontece é que a violência é gradativa.O homem vai continuar com as agressões e a tendência é que ela aumente",alerta.
A delegada explica que,quando o procedimento policial é levado adiante,a violência regride em 90% dos casos.Mas uma parcela mínima,cerca de 10%,quando o agressor já possui uma psicopatia e está disposto a matar,ele comete o crime mesmo após o procedimento.
A titular da DDM Fortaleza explica que,violência contra a mulher afeta também os filhos e que o homem que agride a esposa geralmente também agride os filhos.Só o fato de a criança estar presente no momento da agressão,já é um crime,previsto no artigo 232,do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Um caso especifico que chama a atenção da DDM,em relação ao aumento dos registros,é o de jovens que maltratam e agridem as mães por causa do vício das drogas,em destaque para o crack."Os filhos obrigam as mães a dar-lhes dinheiro para comprar a droga",explica.
Hospitais
A DDM trabalha em parceria com a Rede de Proteção à Mulher,composta por várias entidades empenhadas na solução de conflitos.Um exemplo disso é o Instituto Doutor José Frota (IJF) que dispõe de um setor de Assistência Social que detecta os casos de violência contra a mulher e aciona a delegacia.
Vontade
A delegada explica que existe uma diferença nos procedimentos,no caso do crime de lesão corporal não depende da denúncia da mulher a instauração de inquérito,diferente dos delitos de ameaça,difamação e injúria,em que há necessidade da denúncia.Rena ressalta que um grande problema da violência doméstica é que a mulher normalmente denuncia,mas não dá segmento ao procedimento policial por uma série de razões,que vão desde a questão da submissão financeira até a afetividade com o agressor."Denunciar o marido não é a mesma coisa que denunciar uma pessoa que furtou seu celular",exemplifica a delegada Rena Gomes.
Ela lembra que,na maioria dos casos,a mulher tem uma família
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| Rena Gomes é que comanda a Delegacia de Defesa da Mulher, em Fortaleza(Foto:JL Rosa/DN) |
"Na verdade,o que acontece é que a violência é gradativa.O homem vai continuar com as agressões e a tendência é que ela aumente",alerta.
A delegada explica que,quando o procedimento policial é levado adiante,a violência regride em 90% dos casos.Mas uma parcela mínima,cerca de 10%,quando o agressor já possui uma psicopatia e está disposto a matar,ele comete o crime mesmo após o procedimento.
A titular da DDM Fortaleza explica que,violência contra a mulher afeta também os filhos e que o homem que agride a esposa geralmente também agride os filhos.Só o fato de a criança estar presente no momento da agressão,já é um crime,previsto no artigo 232,do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Um caso especifico que chama a atenção da DDM,em relação ao aumento dos registros,é o de jovens que maltratam e agridem as mães por causa do vício das drogas,em destaque para o crack."Os filhos obrigam as mães a dar-lhes dinheiro para comprar a droga",explica.
Hospitais
A DDM trabalha em parceria com a Rede de Proteção à Mulher,composta por várias entidades empenhadas na solução de conflitos.Um exemplo disso é o Instituto Doutor José Frota (IJF) que dispõe de um setor de Assistência Social que detecta os casos de violência contra a mulher e aciona a delegacia.
De
acordo com Rena,o homem que pratica a violência
vai ao hospital e acompanha a mulher durante o atendimento médico,muitas
vezes fica junto à maca para evitar que a mulher se manifeste
sobre a agressão."Muitas prisões realizadas no IJF apresentaram o mesmo
perfil de violência",ressalta.
Segundo a delegada Rena,existe
um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Estado para a construção
de um centro de reabilitação do agressor.
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Diario do Nordeste


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