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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Brasil fica entre os piores em lista de educação

O Brasil aparece na 38ª posição entre 40 países analisados no The Learning Curve (Curva do Aprendizado,em inglês),realizado pela The Economist Intelligence Unit (EIU) e Pearson Internacional.Em relação ao estudo anterior,de 2012,o País subiu uma colocação,apesar de ter piorado seu desempenho no índice.
O levantamento da EIU e da Person considera diferentes avaliações, relacionando-as com a produtividade do país.
O índice leva em conta habilidades cognitivas e de desempenho escolar a partir do cruzamento de indicadores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE):Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (Pisa), Tendências Internacionais nos Estudos de Matemática e Ciência (Timms) e avaliações do Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização e Leitura (Pirls).Também são usados dados educacionais de alfabetização e taxas de aprovação.
No estudo deste ano,o Brasil passou o México no ranking,porque aquele país teve um recuo ainda maior no índice.O último lugar continua ocupado pela Indonésia.As primeiras posições trazem novidades,com nações asiáticas,como Coreia do Sul e Japão,tomando o lugar da Finlândia,que havia muitos anos figurava na liderança da maioria das avaliações.
"O sucesso desses países destaca a importância de ter objetivos claros para o sistema educacional e uma forte cultura de responsabilidade na prestação de contas", afirma o relatório.
Qualidade
Para Michael Barber,chefe de Educação da Pearson,os governos de todo o mundo estão sob pressão para melhorar a aprendizagem."Isso é cada vez mais importante para o sucesso das pessoas",disse.
O relatório ressalta a ligação estatística entre o tempo médio gasto na escola por um estudante de um país e a produtividade dos trabalhadores.Aponta ainda que é imprescindível a qualidade da formação básica,mas a retenção de habilidades depende da continuidade da aprendizagem ao longo da vida adulta.
A professora Maria Helena Guimarães de Castro,presidente da Fundação Seade, afirma que o Brasil tem resultados muito positivos na inclusão dos últimos 25 anos,mas que o desafio agora é a qualidade."O essencial está no ensino fundamental,com professores estimulados e bem formados",diz ela,que foi consultora do relatório."A produtividade do Brasil é muito baixa e precisamos avançar.Mas é claro que esse não é o único sentido da educação."
Para o presidente da Pearson no Brasil,Giovanni Giovannelli,o diagnóstico também pode ajudar os gestores por mostrar as práticas que funcionam no mundo."Tem quase 200 países nas Nações Unidas e só esses 40 têm essa medição.Só isso é em si um fato positivo para o Brasil",diz ele.


Com informações do Estadão.com

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