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| Jô Moraes (ao microfone): a campanha é importante para acabar com
o cenário de estagnação(Foto:Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados).
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A Câmara dos Deputados lançou nesta quarta-feira (11) a campanha para
estimular o ingresso de mulheres nos partidos políticos.Com o lema
“Mulher,tome partido.Filie-se”,a campanha tem como meta aumentar em
20% o número de mulheres filiadas até o dia 4 de outubro,prazo final de
filiação para quem deseja concorrer a um cargo político nas eleições
gerais de 2014.
A campanha foi organizada pelas Procuradorias Especiais da Mulher da
Câmara e do Senado,e conta com o apoio da Entidade das Nações Unidas
para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) e da Secretaria de Políticas para as Mulheres,da Presidência da República.
As organizadoras também esperam ampliar em 30% a representação da
bancada feminina na Câmara e no Senado no próximo ano.Atualmente,o
Congresso possui 46 deputadas e 8 senadoras.Juntas,elas representam
apenas 9% do universo de congressistas (594).
Vida política
A deputada Iriny Lopes (PT-ES) disse que a campanha é fundamental para despertar nas mulheres a importância de participar da vida política.“Somos a maioria da população,a maioria dos eleitores.Porém,nossa participação na vida política geral é pequena”,destacou.“As mulheres precisam ocupar mais espaços de poder”,defendeu.
A deputada Iriny Lopes (PT-ES) disse que a campanha é fundamental para despertar nas mulheres a importância de participar da vida política.“Somos a maioria da população,a maioria dos eleitores.Porém,nossa participação na vida política geral é pequena”,destacou.“As mulheres precisam ocupar mais espaços de poder”,defendeu.
O mesmo argumento foi usado pela deputada Rosane Ferreira (PV-PR).Para ela,as mulheres têm que aproveitar o momento político do País,de
insatisfação com as lideranças tradicionais, para ocupar mais espaços.“Haverá uma grande renovação do Parlamento.As ruas falam isso.O povo
está ávido por novos nomes e aí as candidaturas femininas são
fundamentais”,afirmou.
Já a coordenadora da bancada feminina,deputada Jô Moraes (PCdoB-MG),disse que a campanha é importante para acabar com o que ela chamou de
“cenário de estagnação”.A deputada acrescentou que “em 2006 foram
eleitas 46 deputadas,o mesmo número que existe hoje.Nesse intervalo
houve uma eleição geral em 2010.Queremos ampliar a incorporação das
mulheres na política”,disse Jô Moraes.
De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE),51,5% da população brasileira são mulheres,ou seja,mais de 97 milhões de brasileiras.Mas,nas eleições de 2010,apenas
45 mulheres foram eleitas deputadas federais,representando 8,77% das
cadeiras da Casa.No Senado,foram eleitas sete mulheres das 54 vagas
preenchidas no Senado naquele ano,o que representou 12,99% do total.
Fases da campanha
A primeira fase da campanha terá inserções publicitárias em rádio e televisão de abrangência nacional.Depois do prazo de filiação,a campanha continuará por meio de ações direcionadas a dirigentes partidários para que as mulheres filiadas realmente registrem candidatura.A segunda fase da campanha segue até 30 de junho do ano que vem.
A primeira fase da campanha terá inserções publicitárias em rádio e televisão de abrangência nacional.Depois do prazo de filiação,a campanha continuará por meio de ações direcionadas a dirigentes partidários para que as mulheres filiadas realmente registrem candidatura.A segunda fase da campanha segue até 30 de junho do ano que vem.
Pesquisa
Pesquisa de opinião pública realizada pelo Ibope e pelo Instituto Patrícia Galvão,em abril deste ano,em todo o País,com 2002 entrevistados com mais de 16 anos de idade,revelou que oito em cada dez brasileiros consideram que deveria ser obrigatória a participação paritária de mulheres e homens nas casas legislativas municipais,estaduais e federais.
Pesquisa de opinião pública realizada pelo Ibope e pelo Instituto Patrícia Galvão,em abril deste ano,em todo o País,com 2002 entrevistados com mais de 16 anos de idade,revelou que oito em cada dez brasileiros consideram que deveria ser obrigatória a participação paritária de mulheres e homens nas casas legislativas municipais,estaduais e federais.
Entretanto,de acordo com o demógrafo José Eustáquio Diniz Alves,do
IBGE,se o avanço da participação feminina continuar no ritmo atual,a
paridade entre os sexos nos espaços municipais demorará ainda 150 anos
para ser alcançada.
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Agencia Câmara de Noticias

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