Os municípios que substituírem médicos pagos pelas prefeituras por
profissionais pagos pelo Mais Médicos podem ser excluídos do programa,segundo o Ministério da Saúde.
"Os municípios que insistirem nessa questão [de substituição] nós vamos
visitar e,se observada essa prática,os médicos serão remanejados e
esses municípios serão excluídos do programa",afirmou o secretário de
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde,Mozart
Sales.
A Folha mostrou nesta sexta-feira (30) que em ao menos quatro
Estados há prefeituras que já estão substituindo ou pretendem substituir
seus profissionais pelos contratados pelo governo federal.As cidades estão no Amazonas (Coari,Lábrea e Anamã),Bahia (Sapeaçu,Jeremoabo, Nova Soure e Santa Bárbara),Ceará (Barbalha,Cascavel,Canindé) e Pernambuco (Camaragibe).
Segundo as prefeituras,essa substituição significa economia,já que a
bolsa de R$ 10 mil do Mais Médicos é totalmente custeada pela União.
"A substituição pura e simples de um profissional pelo outro,até a título de redução de despesas,como está na matéria da Folha de S. Paulo é inadmissível",disse Sales ao acompanhar a visita de médicos cubanos a uma unidade de saúde no Recife.
"Vamos ter uma atuação muito rigorosa.Está no edital,está no termo de
compromisso que não é possível a substituição",disse o representante do
ministério.
Durante uma audiência na Câmara,no dia 14,o ministro Alexandre Padilha
afirmou que as prefeituras seriam monitoradas para evitar as
substituições."Esse programa é Mais Médicos,não troca de médico",afirmou à época.
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Folha de São Paulo

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