A derrubada do veto ao projeto de lei complementar que regulamenta a
criação de novas cidades deverá acontecer nos próximos dias e pode
permitir a criação de mais 180 municípios. A afirmação foi feita por
parlamentares que participaram, nesta terça-feira (18), de seminário
promovido pela Comissão de Integração Nacional da Câmara dos Deputados.
O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CMN), Paulo
Ziulkoski, disse que existem 807 pedidos de criação de municípios nas
assembleias legislativas do País. No entanto, segundo o senador Valdir
Raupp (PMDB-RO), como o projeto é restritivo, o número ficaria em torno
de 180 novos municípios.
A perspectiva de que o veto de Dilma Rousseff seja derrubado nos
próximos dias é do presidente da Comissão de Integração Nacional,
deputado Domingos Neto (Pros-CE). Quando vetou o projeto, a presidente
argumentou de que haveria elevação de custos, o que é contestado pelo
deputado.
“Nós já fizemos diversos cálculos para mostrar que a matemática
fecha. Esse custo de novos municípios é facilmente diluído quando você
coloca dentro do bolo nacional e também quando você retira a nova cidade
enquanto despesa corrente do município-mãe”, afirmou.
Presidente da CMN, Ziulkoski defendeu a derrubada do veto porque,
segundo ele, os 1.530 municípios criados após 1988 tiveram melhora de
seus indicadores sociais. Ele afirmou, porém, que é preciso restringir
os gastos com os gabinetes dos prefeitos e com as câmaras municipais. Se
o veto cair, cada assembleia estadual terá que fazer uma lei sobre o
assunto e a decisão final caberá a um plebiscito com os habitantes das
regiões envolvidas.
Mudanças
De acordo com deputada Marinha Raupp (PMDB-RO) muitos casos não são necessariamente de criação de cidades, mas de anexação ou alteração de divisas. Ela citou como exemplo a Vila Nazaré em Pacajá, no Pará. A vila, segundo ela, gostaria de pertencer ao município de Anapu, que é mais perto.
De acordo com deputada Marinha Raupp (PMDB-RO) muitos casos não são necessariamente de criação de cidades, mas de anexação ou alteração de divisas. Ela citou como exemplo a Vila Nazaré em Pacajá, no Pará. A vila, segundo ela, gostaria de pertencer ao município de Anapu, que é mais perto.
Já a cidade de Sumaré (SP) espera a emancipação para ter a própria polícia, guarda municipal, cartório e prefeitura. “Quando
você é distrito, não tem nada disso. Você vai para o centro, perde o
dia de ônibus para ir a um cartório. E, no nosso caso, por exemplo, tem
30% da arrecadação do município, mas não temos nem 1% devolvido para a
nossa região. Nós temos maior índice de criminalidade, maior índice de
abandono na saúde”, reclama o presidente do Movimento de Emancipação de Área Cura, José Nunes.
O Brasil tem hoje 5.570 municípios, sendo que Minas Gerais lidera a
contagem com 853 cidades. A menor delas, Serra da Saudade, tem apenas
825 habitantes e é a menor do País. Segundo levantamento do movimento
Emancipa Brasil, 3.025 municípios atuais não teriam sido sequer criados
se o projeto vetado estivesse vigorando na data das respectivas
emancipações.
Com informações da Agência Câmara de Notícias

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