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| A não desativação pode resultar em aplicação de multa de até R$ 50 milhões (Foto:Deivyson Teixeira) |
De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos,o Ceará e
todos os estados e municípios brasileiros têm até 4 de agosto para
eliminarem seus lixões.Caso o prazo não seja cumprido,os gestores
podem pagar multa de R$ 5 mil a R$ 50 milhões,além de serem presos pelo
período de um ano a cinco anos.
Já os donos dos lixões também podem ser
multados.A ideia é a de que os lixões transformem-se em aterros
sanitários regulamentados pela Superintendência Estadual do Meio
Ambiente (Semace).O Ceará possui 254 lixões.
Na avaliação da
coordenadora do Comitê Interministerial para a Inclusão Social Econômica
de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis (Ciisc),Daniela
Metello,o Ceará ainda tem um número muito grande de lixões.“A falta de
priorização dos gestores faz com que o problema persista”,disse ela
durante o 8º Encontro de Jornalistas em Natal,ocorrido ontem e
organizado pela Fundação Banco do Brasil (FBB).
Para eliminar os
espaços irregulares de despejo de lixo,a Secretaria Estadual das
Cidades,por meio de nota,afirma que “o Estado do Ceará está atuando
firmemente como indutor do processo.Atualmente,estão sendo elaborados
projetos de 13 consórcios de municípios para que,juntas,as prefeituras
possam dar o destino e o tratamento adequado aos seus resíduos.”
Não
foram informados quais seriam esses 13 consórcios e quais seriam os
municípios por eles beneficiados.Mas,conforme informações da Semace de
setembro de 2013,existiam à época quatro aterros sanitários
legalizados e quatro projetos para a criação de consórcios regularizados
pelo órgão estadual.
Eram legalizados os das cidades do Crato (no
Cariri),Brejo Santo (no extremo Sul),Acaraú (na Região Norte) e
Caucaia (na Região Metropolitana de Fortaleza). Já os quatro projetos de
consórcios de aterros atingiam os municípios de Abaiara,Aurora,Barro,Milagres, Baixio, Cedro, Granjeiro, Icó, Alcântaras, Cariré, Coreaú,Forquilha,Sobral,Carnaubal,Croatá,Guaraciaba do Norte e São
Benedito.
Coordenador do Movimento Nacional dos Catadores de
Materiais Recicláveis, Severino Lima disse que a iniciativa de
transformar os lixões em aterros e cadastrar coletores de lixo nas
prefeituras não custa muito dinheiro.“São cerca de R$ 4 mil para montar
um galpão de coleta”,contabilizou ele.
Com informações do O Povo Online

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