O Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aprovou reforço de R$ 300 milhões na linha de crédito criada em maio do ano passado para atender produtores rurais afetados pela seca no Nordeste.A informação é do secretário de Fundos Regionais e Incentivos Fiscais do Ministério da Integração Nacional,Jenner Guimarães Rego.
Ele disse que foi o sétimo aporte à linha de crédito operada pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE),o que eleva para R$ 3,45 bilhões o total de recursos disponibilizados em 14 meses para socorrer a produção dos municípios nordestinos em situação de emergência reconhecida pela Secretaria Nacional de Defesa Civil.
O secretário disse que,do total já foram feitas mais de 414 mil contratações,com liberação de R$ 2,85 bilhões.Desse dinheiro,R$ 2,11 bilhões (74%) foram destinados a produtores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).O FNE dispõe ainda de R$ 600 milhões para dar continuidade ao socorro assistencial aos produtores prejudicados pela seca.
“Os produtores agrícolas,a agroindústria e o comércio tiveram grandes prejuízos,em decorrência do longo período de estiagem.Razão porque o comércio e a indústria também foram beneficiados com a linha de crédito no início,porque a ideia era fazer algum tipo de investimento para melhorar a estrutura de convivência com a seca e evitar fortes fluxos migratórios como em estiagens passadas”,explicou Jenner Guimarães.
O objetivo maior,segundo ele,era evitar que o comprometimento,em caráter irreversível,dos meios de produção regional,uma vez que os agentes econômicos afetados pela seca se viram de repente sem perspectivas de receitas e também sem condições financeiras para obtenção de novo crédito.Por isso,o FNE/Seca estabeleceu taxas de juros acessíveis,entre 1% e 3,5%,dependendo da finalidade do recurso e porte do tomador,com prazo de até oito anos para pagamento,sendo três de carência,mais descontos para pagamento em dia, acrescentou o secretário.
O maior volume de recursos contratados até o momento foi para operações de investimento,que absorveram R$ 2,04 bilhões,72% do total.O custeio e o capital de giro respondem pelo restante dos recursos contratados.A Bahia é o estado com maior número de contratações (90.876,com R$ 581,66 milhões liberados),seguido pelo Ceará (69.354 contratações e R$ 537 milhões) e por Pernambuco (65.618 contratações e R$ 486 milhões).Os demais estados,em ordem de utilização de recursos,são o Piauí,a Paraíba,o Rio Grande do Norte,o Maranhão,Alagoas,Sergipe,Minas Gerais e o Espírito Santo.
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Agencia Brasil

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