Temperatura alta e chuvas irregulares,que aumentam a umidade,são
condições favoráveis para a proliferação do mosquito transmissor da
dengue: O Aedes aegypti. Historicamente,o período mais crítico para a
ocorrência da doença é no primeiro semestre do ano.No Ceará,o quadro
de seca acrescenta um ingrediente a mais às condições de desenvolvimento
do mosquito,já que as famílias afetadas pela estiagem costumam
armazenar água no interior das residências,oferecendo assim criadouros
ideais para a proliferação do Aedes aegypti.Desde o ano passado,no
início da elevação da temperatura e tendo em vista a transição de
prefeitos,a Secretaria da Saúde do Estado reforça o alerta aos
gestores municipais para que mantenham as ações de combate à dengue.
Para qualificar as ações de vigilância,prevenção e controle da dengue,o
Ministério da Saúde está repassando a todos estados e municípios
brasileiros R$ 173,3 milhões.Os recursos representam 20% do valor anual
do Piso Fixo de Vigilância e Promoção à Saúde e são destinados ao
aprimoramento das atividades de controle do vetor,vigilância
epidemiológica e assistência ao paciente com dengue.Esses recursos
serão utilizados pelos estados e municípios no financiamento das
atividades essenciais para o controle da dengue,como a visita dos
agentes de saúde,compra de equipamentos e treinamentos de pessoal.
Municípios do Ceará estão recebendo R$ 8,2 milhões para a qualificação
das ações de combate ao mosquito.
Cerca de 90% dos focos do Aedes aegypti,mosquito que transmite a
dengue,são encontrados dentro de casa e nos quintais.Com o perigo tão
perto,a orientação da Secretaria da Saúde do Estado é de que pelo menos
uma vez por semana as famílias façam a limpeza rigorosa em todos os
depósitos que acumulam água.Os ovos do mosquito ficam por mais de 1 ano
nas bordas das caixas d`água,tinas,baldes,garrafas,latas.No
contato com a água,eclodem e saem por aí ameaçando a saúde da
população,transmitindo uma doença que deixa as pessoas com dores nas
articulações,febre,dor de cabeça e que pode matar.
Estudo desenvolvido na Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz pela
pesquisadora Adriana Fagundes Gomes e divulgado este mês relaciona o
aumento da temperatura aos casos de dengue. O objetivo do trabalho foi
estudar o efeito de fatores sazonais e a relação entre as variáveis
climáticas e o risco de dengue na cidade do Rio de Janeiro entre 2011 e
2009.O resultado mostra que o aumento de um grau na temperatura mínima
em um mês ocasiona uma elevação de 45% no número de casos de dengue no
mês seguinte.A importância da temperatura mínima se deve ao fato de o
mosquito não conseguir se alimentar abaixo de 16º Celsius.Os resultados
também apontaram que o risco de dengue aumenta quando a temperatura é
superior a 26º C.De acordo com previsão do Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (INPE),a temperatura em Fortaleza para este fim de
semana deve variar entre 26º e 31º,intervalo ideal para o
desenvolvimento do mosquito transmissor da dengue.No Estado,a
temperatura máxima deve alcançar 34º.
Para o controle da dengue,os prefeitos e secretários municipais de saúde devem assegurar a continuidade das ações de controle focal do mosquito,casa a casa,pelos agentes de endemias,garantir a supervisão de campo das ações de agentes de endemias e a disponibilidade de equipamentos de proteção individual (EPI),realizar mutirão de limpeza urbana,convocando a população para colaborar,limpando os quintais,principalmente no período que antecede as chuvas,implantar ou implementar as ações de vedação de caixas d'água com tela ou cimento,realizar atividade de mobilização social especialmente nas escolas municipais (gincanas,concursos de redação e peças de teatros).Na área de vigilância e assistência,os municípios devem assegurar a notificação imediata de todos os casos para a vigilância epidemiológica,alertar todos os profissionais da Saúde da Família e da rede hospitalar sobre o diagnóstico e tratamento dos casos de dengue,garantir o estoque de medicamentos e material de laboratório que permita o diagnóstico e tratamento precoces e garantir o fluxo de atendimento e referência para pacientes com dengue hemorrágico ou dengue com complicação.
Para o controle da dengue,os prefeitos e secretários municipais de saúde devem assegurar a continuidade das ações de controle focal do mosquito,casa a casa,pelos agentes de endemias,garantir a supervisão de campo das ações de agentes de endemias e a disponibilidade de equipamentos de proteção individual (EPI),realizar mutirão de limpeza urbana,convocando a população para colaborar,limpando os quintais,principalmente no período que antecede as chuvas,implantar ou implementar as ações de vedação de caixas d'água com tela ou cimento,realizar atividade de mobilização social especialmente nas escolas municipais (gincanas,concursos de redação e peças de teatros).Na área de vigilância e assistência,os municípios devem assegurar a notificação imediata de todos os casos para a vigilância epidemiológica,alertar todos os profissionais da Saúde da Família e da rede hospitalar sobre o diagnóstico e tratamento dos casos de dengue,garantir o estoque de medicamentos e material de laboratório que permita o diagnóstico e tratamento precoces e garantir o fluxo de atendimento e referência para pacientes com dengue hemorrágico ou dengue com complicação.
Fonte:Sesa/Ce

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