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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Ministério da Saúde produzirá insulina no Brasil,em escala industrial,até 2016

  Imagem: Fiocruz
O Laboratório Biomanguinhos,da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),anunciou que vai iniciar a produção de cristais de insulina,que é o princípio ativo do medicamento utilizado no tratamento de diabetes.
Vinculada ao Ministério da Saúde (MS),a Fiocruz produzirá a chamada insulina NPH,em escala industrial até 2016.O MS encomendou 3,5 milhões de frascos até abril e pode chegar aos 10 milhões até dezembro.
A produção nacional será fruto de uma parceria entre a Fiocruz e o laboratório ucraniano Indar,um dos três produtores de insulina no mundo,com quem o ministério tem acordo de transferência de tecnologia para a produção nacional do medicamento. 
“Nosso esforço é para que os pacientes tenham a segurança de receber um medicamento de alta qualidade,produzido aqui no país. Além disso,queremos reduzir a vulnerabilidade do país no mercado internacional de medicamentos,incentivar a produção nacional de ciência e tecnologia e fortalecer a indústria farmacêutica”,destaca o ministro da Saúde,Alexandre Padilha. 
No total,7,6 milhões de brasileiros têm diabetes.Destes,cerca de 900 mil dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) para a obtenção de insulina.
Cronograma já está definido 
Pelo novo cronograma,o início da produção de cristais de insulina pela Fiocruz já começa este ano.A fábrica de produção dos cristais (princípio ativo do medicamento) estará estruturada em 2014.
No ano seguinte,serão realizados os testes,qualificações e ajustes técnicos para a validação das instalações produtivas.Em 2016,a transferência de tecnologia pelo laboratório Indar à Fiocruz estará concluída para o início da produção de insulina em escala industrial.
E,em 2017,o país estará preparado para a fabricação verticalizada (em grande escala) do medicamento.Calcula-se que a parceira entre a Fiocruz e o laboratório Indar resulte em uma economia de R$ 800 milhões para o governo brasileiro (considerando também a redução no preço dos insumos).

Fonte:Diario do Nordeste

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